Um breve retorno diante das circunstâncias

Sim, eu encerrei as atividades do blog no ano passado.
E mantenho isso.

Mas por tudo que lutei esse é um post simplesmente necessário diante do ocorrido na manhã de hoje, dia 7 de Abril de 2011, na Escola Municipal Tasso da Silveira, no Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro.

Amanhã, 8 de Abril, é aniversário do blog: 6 anos.
Nesse período batalhei o quanto pude para esclarecer as pessoas, informar, dar apoio, abrir os olhos de pais, alunos, professores, políticos...tudo, tudo que estava ao meu alcance fazer, eu fiz. Fui incansável nisso.

Para quem acompanhou o blog nesse tempo (e para quem está chegando agora e ler os posts anteriores), esses atentados escolares, massacres, como preferirem chamar...sempre tentei mostrar aqui o quanto isso é absurdo.

O quanto não importando o tamanho da dor, do desespero, não enxergassem isso como saída, como vingança, como um legado.
Que não precisam esperar chegar a esse ponto de dor para pedir ajuda. E que mesmo quando acham que não tem saída, procurar essa ajuda.

Bati nessa tecla milhares de vezes.

Tive oportunidade de conversar com familiares de alunos que perderam a vida em atentados escolares. É uma dor absurda, é algo devastador.
As familias dos atiradores ficam marcadas. As famílias das vítimas ficam com uma ferida que não cicatriza.

"Ah, me fizeram sofrer, que sofram mesmo" - não.

Sofrer por culpa da covardia de alunos imaturos na escola é muito doloroso, concordo. Mas por isso terminar a vida num ato covarde (e é isso que qualquer ato violento é: covardia) não faz sentido.

Honestamente, se esse rapaz sofreu bullying na escola ou não, não vem ao caso. Mesmo. Não falarei disso aqui.

O que vem ao caso é que essa divulgação toda, esse bombardeio da mídia no assunto, é muito perigoso.
Estava relendo os posts anteriores do blog, falei sobre isso já.

Claro que é impossível não noticiar um fato desses.
O perigo que me refiro mora no fato da informação passar sem parar em todos os canais de tv, todos jornais e sites.

É muito fácil para um garoto que sofre na escola, farto dessa situação, que já pesquisa sobre esses atentados ver algo assim, mostrando a todo momento a suposta "facilidade" que o atirador teve para fazer o que fez e "então eu também posso".

Meu medo sempre foi esse: o dia que acontecesse ter toda essa divulgação...isso é algo muito grave.

Escolas, pais...usem esse momento para conversarem francamente com seus alunos/ filhos sobre o que está acontecendo.
É um tema pesado, eu sei, mas é melhor que seja abordado e discutido com vocês do que apenas solto pelas emissoras de tv, não acham?
As crianças e jovens que estão assistindo a isso hoje precisam da orientação de vocês.

P/ quem precisa de ajuda, já disse aqui e repito: peçam essa ajuda. Não é tarde e tem jeito sim. E o jeito não é repetir essas matanças.
Mesmo para os que pensam isso hoje, tenho certeza que se pararem para refletir com calma irão perceber que não tem cabimento uma coisa dessas.

O jeito é parar um pouco, colocar as idéias em ordem com o apoio/acompanhamento necessário...e que é possível para todos...e aos poucos tudo volta a fazer sentido - ainda que você não acredite muito nisso agora, é assim...mesmo não acreditando, tente esse caminho. Uma, duas, 10 vezes se precisar.

Se acham que alguém que conhecem precisa de ajuda, não apenas pensem isso: procurem o SOE da escola, um professor, seus pais, contem isso...e tentem oferecer apoio também se for possível.

Nos posts anteriores do blog existem vários textos que podem ser úteis para vocês.

Aos familiares das vítimas desse massacre, força! Muita força!
Que a dor no coração de vocês não seja maior que as boas lembranças que possuem dessas crianças.
O mesmo desejo aos professores, colegas e amigos delas.
Que as crianças feridas se recuperem o mais breve possível - em todos os sentidos.


" (...) E você aprende que realmente pode suportar, que realmente é forte e pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.

E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida."  (William Shakespeare)

Fiquem com Deus!

Dani



- Postado por: Dani Vuoto às 23h09
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PARA CONFERIR O MATERIAL DO BLOG

Para conferir os posts do blog, ir na barra ao lado  --->

Ir em "Posts Anteriores", clicar onde circulei de laranja na foto...

Prontinho!!! Muitos textos para você! Lembrando que se gostou, vai usar...cite a fonte!

E claro: não esqueça de conferir o material que está ali na barra: explicações sobre bullying/cyberbullying, dicas, vídeos, links =]



- Postado por: Dani Vuoto às 19h42
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APÓS 5 ANOS, O BLOG CHEGA AO FIM

Oi, pessoal!

Esse é o último post que escreverei para o blog, e talvez por isso mesmo o mais difícil. Às vezes pensava em como seria quando parasse de escrever aqui..."deve ser estranho"...é, eu estava certa!

Como não sabia por onde começar, resolvi iniciar pelo que estou devendo, que é falar da formatura!!!

O dia da formatura foi uma loucura! Todo mundo resolveu enlouquecer no mesmo dia, eu numa senhora gripe...cheguei na faculdade nos 45 do segundo tempo! Gripada, com febre, porém chiquérrima!ehehhehehee

E o principal, com minha luva de Michael!!! É, bordei a danada por 3 meses! Ele merecia a homenagem, né? Minha música na hora era bem minha mesmo, juntei várias músicas do MJ, teve direito a dançinha e tudo! E pra quem não sabia, na festa à fantasia da turma fui de MJ (confiram no canto superior esquerdo da foto) - sim, eu me presto!ehhehehehe

Bom, demorou tanto pra eu ter uma formatura - e por um bom tempo pensei que jamais teria uma- que né, tinha que ser com tudo que tinha direito! E foi =]

Quem organizou lá foi o pessoal da Tri Produções - Dani honesta, dando os créditos!hehehee

Voltando a falar do blog, algo que rolou muito por aqui foi participar de matérias!

Como tenho mania confessa de organização, as que consegui guardo num arquivo. Não tenho todas comigo, e nem faço idéia de quantas entrevistas dei nesses 5 anos.

Teve de tudo: revistas, jornais, rádios, televisão...ufa!

A primeira foi na revista Capricho, em 2005, quando o blog recém tinha sido criado.

E eu também fiz minhas 'matérias' por aqui! Entrevistei muita gente pro blog, inclusive o Guilherme Berenguer, capa da revista acima.  Conversei com pais que perderam os filhos em atentados escolares ou que sofriam bullying/ cyberbullying e cometeram suicídio. Tudo isso vocês poderão conferir nos posts anteriores!

E com as matérias o que acontece: convites!

E está ai algo que nunca pensei que faria, mas fiz!hehehehe

A que mais curti fazer, por tudo mesmo, inclusive por ter sido a primeira, foi a do seminário organizado pelo Ministério Público da Paraíba, na cidade de João Pessoa. Primeira palestra, muita gente lá, e fui encarregada de "fechar" o evento.

E dei conta do recado! =]

Então após 5 anos, alguns meses e uns dias encerro minha "missão" no mundo do bullying.

Muitas coisas aconteceram, aprendi e cresci muito nesse tempo!

Recentemente soube que em Cachoeirinha (aqui no RS) já foi votada e protocolada uma lei para que as escolas do município façam uma semana do bullying, lei criada em minha homenagem! Isso mesmo que vocês leram!!! A data foi escolhida baseada na criação do blog, 8 de Abril.

É incrível para mim uma coisa dessas!

Conheci muitas histórias, conversei com muuuuuuuuuuuuuuita gente! Histórias tristes, mas que depois se tornaram histórias de superação...e é esse o caminho. Tem jeito, mesmo que você não enxergue isso agora.

Seria meio cruel ficar agradecendo aqui, citando nomes, porque certamente deixaria alguém de fora.

Mas só vou agradecer o básico mesmo:

* Aramis Lopes, que fez um trabalho brilhante na Abrapia, e me ajudou muito, incentivando sempre.

* Ao pessoal do MP da Paraíba - Soraya e família principalmente! Obrigada por tudo!

* Kelsi, minha grande amiga, que me apoia sempre, mesmo quando nem eu me aguento!ehehhee

* Eleusa, uma amiga que fiz na faculdade e com certeza vou ter comigo pra toda vida!

* Ao meu Michael e ao meu Elvis! E ao Heath Ledger, vai...custa nada!hehehehe

E claro, agradeço a vocês!!! Pelas visitas, e-mails! Recebi muito carinho e incentivo ao longo desses 5 anos! Vocês são maravilhosos!

Separei aqui os melhores posts do blog, p/ não deixar ninguém na mão! Tem muuuuuuuuita coisa!

Aproveitem, leiam, reflitam...e principalmente, não desistam =]

O que eu vou fazer agora?

Segredo, pessoas...não contarei aqui, não.

Um grande beijo!!!!

E boa leitura =]

Valeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeu!!!!

 



- Postado por: Dani Vuoto às 19h31
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Para melhorar o ânimo!

Parte do processo de "curar feridas" inclui procurar se animar - tirar o foco de músicas e filmes depressivos, coisas que aumentam a tristeza.

Escolhi aqui videos de 2 filmes que eu adoro!
Por coincidência, ambos ligados à escola - porém não sobre bullying.

CURTINDO A VIDA ADOIDADO

Acho o máximo essa cena!!!
Filme de 1986, ano que nasci (é, velha!ehehe!)

Recomendo! =]

10 COISAS QUE EU ODEIO EM VOCÊ

 

Vocês não fazem idéia do quanto eu amo esse filme!hehehehee

Tem coisa melhor que paintball com Heath Ledger? Tem!!! Olha isso:

Aaaaaaaaah, eu amo isso!hehehhee

O filme é uma graça, até pra quem passou da idade (oi, eu?) de né, filmes adolescentes...mas esse ai qualquer pessoa com coração ama!

Espero que tenham curtido as dicas =]



- Postado por: Dani Vuoto às 21h07
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- Postado por: Dani Vuoto às 21h06
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Aniversário do blog!!! (postagem original: 08/04/2010)



Hoje o blog completa 5 anos!
Para um blog isso é bastante tempo!
Ele começou pequenininho, os blogs super em baixa na época, mas determinado!

A idéia era que a informação chegasse a quem precisasse, de uma maneira simples, que todos entendessem e conseguissem não só entender o que é bullying, mas principalmente se conscientizassem.

Se conscientizassem de que pequenos atos impensados podem marcar uma pessoa por muitos anos.

Se conscientizassem de que sofrer em silêncio não resolve, que ninguém merece ser tratado com desrespeito, portanto ninguém tem 'culpa' de sofrer bullying.

Se conscientizassem de que pedir ajuda é o caminho.

Pais e escolas se conscientizassem que isso não é frescura, que não é brincadeira da idade.

Alunos tomando consciência de que não precisam aplaudir e imitar o que sabem que é errado por medo de rejeição.

Esse blog é visitado por todas as faixas etárias. Todas mesmo.
Já recebi e-mails tanto de crianças com 8 anos de idade (até menos!) quanto de adolescentes, adultos, senhores e senhoras.
Ou seja: é uma responsabilidade enorme escrever aqui e responder aos e-mails (atualmente afastada dos e-mails por motivos de força maior).
E a cada e-mail uma história, uma lição, um incentivo.

É um compromisso que assumi.
Espero que com o blog histórias como a minha e de tantos alunos que sofreram nas escolas sejam cada vez menos frequentes.

Vejo que as escolas brasileiras estão mais atentas. Ainda não todas, claro. Mas existe uma cobrança maior para que trabalhem a prevenção nas escolas, com certeza!

E quem diria, né? A guria que abandonou os estudos por trauma de escola em junho de 2010 se forma em Pedagogia! (Já terminei o curso, aprovadíssima! Só falta a formatura mesmo =])

Então hoje gostaria de agradecer a vocês pelo apoio de sempre, entendendo minhas ausências, me dando força. Obrigada mesmo!
Desejo toda força do mundo a vocês também!
Eu não sei por quantos anos terei o blog, mas enquanto mantê-lo espero que este lhes seja útil.

Ah, para quem quer ajudar mas não sabe como...segue a sempre válida idéia do Michael:

 



- Postado por: Dani Vuoto às 21h05
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ABC do Bullying

Olá, pessoal! Tudo bem com vocês?
Bom, resolvi bolar algo que pode auxiliar vocês nos trabalhos de escola, e enfim, ajudar todo mundo a compreender melhor o que é esse bichinho chamado BULLYING.

Palavra gringa, mas o problema é nosso também!
Então montei p/ vocês o ABC do Bullying, com questões importantes para o pessoal refletir.
Nada contra o A de Amor, B de Baixinho, C de coração da Xuxa...ehehhehe
Mas aqui a conversa é outra! E aqui eu sou a Xuxa!ehehheehehe
Espero que seja útil!



A - ANGÚSTIA: Talvez um dos primeiros sinais de que a coisa não está bem. Quando você vai para escola se sentindo angustiado já é um senhor alerta para abrir os olhos e pedir ajuda.
Você pode estar angustiado por temer o que acontecerá na escola, ou então angustiado por culpa. Sim, não pensem que os alunos que agridem os colegas se sentem mesmo uns queridos por causa disso. Consciência deles também pesa, só que não mostram. Ao invés de esconder esse sentimento procurem entender de onde ele vem, e busquem ajuda p/ resolver o problema. Então p/ inicio de conversa, a angústia é um sinal de que algo não vai bem.

B - BULLY/ BULLYCIDE/ BULLYING: Nesse ABC o básico do básico é explicar bem essas 3 palavrinhas.
Bully é a palavra inglesa que deu origem ao termo bullying. Bully seria o valentão, quem comete as agressões/humilhações.
Tais ações cometidas por ele são o bullying. Por ser palavra estrangeira nem todo mundo sabe qual a pronúncia correta. É bem simples na verdade, bem como se escreve praticamente: búlin (sem o som de "g" no fim da palavra).
E falando de bullying não posso deixar de falar sobre o que é bullycide. O nome por si só já é bem sugestivo: suicídios motivados pelo bullying. É algo sério que não acontece apenas com crianças e adolescentes - pois é, adultos também correm esse risco. Pessoalmente acho que deveria ser o maior motivo do bullying ser levado a sério nas escolas. Não sei se todo mundo concorda com isso, mas p/ mim ao menos. Já li muitas histórias, conversei com muitos pais que perderam filhos assim, e é terrivel, acho pavoroso que algumas escolas nem pensem nesse tipo de coisa.

C - CYBERBULLYING: Traduzindo seria o bullying virtual. Isso acontece demais! E mais do que muita gente imagina. Tem de tudo quanto é jeito: comunidades e perfis falsos no Orkut e similares, criação de blogs/fotologs para denegrir a imagem...ou caso o aluno alvo tenha um site não poupam em escrever comentários maldosos. Invadem também MSN, E-mail, colocam videos no you tube...gente, é uma listinha medonha, mas existe mesmo tudo isso. E é tão perigoso quanto o bullying escolar. Se a pessoa sofre na escola e nem no computador encontra paz, podem ter certeza que o desespero aumenta. Então usem a internet com juízo, responsabilidade!

D - DEPRESSÃO: Uma das consequências mais frequentes do bullying é a depressão. Depressão que pode se manifestar das mais diversas formas: tristeza, apatia, agressividade, etc. Essa depressão se agrava com o silêncio. Ela surge com os atos que ocorrem na escola, algumas vezes somados a outros problemas (doença na familia, desemprego, separação dos pais), e vai aumentando com o silêncio. Mas sobre isso falarei mais tarde =]

E - EXCLUSÃO: Outra coisa bem comum no bullying, talvez uma das partes mais dolorosas, é a exclusão. Pensem bem o que é para uma criança ou um adolescente ir para a escola, um ambiente onde pelo menos teóricamente se vai para aprender e fazer amizades, e se enxergar sempre sozinho. Estudar numa turma de 30 alunos e nenhum aceitando fazer trabalho em grupo. Eu sei, são coisas que a turma faz sem pensar, indo na tal da onda, mas gente....não temos um cérebro a toa,não! Isso lá é jeito de tratar alguém? Nada justifica exclusão. Acho isso até mais covarde que as agressões fisicas.

F - FAMÍLIA: Geralmente a última a saber. E não, não vou culpar os pais. Tem gente que tem mania disso..ehehehee
Os pais são os últimos a saber porque os filhos tentam esconder ao máximo o que acontece. E como todos sabem que a adolescência é uma fase complicada, os pais acabam achando que a tristeza/agressividade são coisas da idade.
Pois digo a vocês o seguinte:por mais que sua familia tenha lá suas brigas uma vez que outra, são as pessoas que mais lhe querem bem nesse mundo. Eles precisam saber o que acontece para poder te ajudar -e sim, irão te ajudar.

G - GENTILEZA: Palavrinha pouco usada hoje em dia essa, né? Mas uma palavra que representa uma qualidade bem nobre. Sei que a gurizada gosta de falar palavrão, fazer umas brincadeiras entre amigos de gosto um tanto duvidoso, mas gentileza é fundamental. É ter educação, resumindo de forma bem simples. É oferecer ajuda a alguém que precisa, dar oi, não empurrar na fila do lanche, etc. Coisas simples mas de extremo valor...e que os alvos de bullying adorariam receber, gentileza dos colegas.

H - HUMANIDADE: Bullying é uma questão de humanidade, afinal, somos humanos. Humanos são seres conscientes, ou pelo menos deveriam ser. E o que vemos as vezes nas escolas é uma total falta de humanidade. Não só os alunos, mas professores mal-humorados, humilhados pela diretora, irritados com os pais dos alunos. Escola em primeiro lugar lida com pessoas. Antes de lidar com matérias, lida com pessoas. Se dessem ao bullying e as demais questões humanas a mesma atenção que dão ao divulgar os aprovados na faculdade federal, a situação seria bem diferente!

I - INSEGURANÇA: Adolescentes são inseguros por natureza, cada um da sua maneira: uns vestem a máscara de "sou o bom". Sim, muita gente compra a idéia e ainda aplaudem todos os seus atos. Mas "aplaudem" também pela insegurança de que se não aplaudirem virarão motivo de piada. E tem os adolescentes que não curtem fingimento, são mais tímidos...inseguros?Sim, e quem não é? E acabam aturando muito desaforo por conta da insegurança mal resolvida de alguns colegas. Sabe, a gente vê muito os jovens divididos em grupos, as famosas panelinhas. Mas cá entre nós, no fundo no fundo todos são bem mais parecidos do que ousariam assumir. Por isso não tem pq discriminar, excluir.

J - JUSTIÇA: Que humilhar alguém é injusto não preciso nem dizer,né? Já é bem obvio!ehhehe
Mas na verdade vim falar da justiça estilo "tribunal" mesmo. Caso a escola saiba do que acontece, e mesmo com os pais cobrando não tomarem uma atitude, a situação deve ser encaminhada ao Conselho Tutelar. Nos casos de cyberbullying denúnciar na polícia também é fundamental. As pessoas e instituições de ensino precisam possuem responsabilidades e devem agir de acordo com elas, e para tal as vezes é preciso chegar a esse ponto para ver resultado.

L - LEMBRANÇAS: Principalmente quando é um passado recente a gente lembra muito das coisas que ocorreram. E até mesmo quando você está na escola! Algo ruim aconteceu no dia anterior e você fica lembrando, lembrando...isso pode acontecer ate mesmo anos depois se esse sentimento não foi bem resolvido. Penso o seguinte: lembranças são recordações de coisas que marcaram nossa história. Bem ou mal padecemos em colégio e isso de alguma maneira contribuiu para que sejamos quem somos atualmente. Se a pessoa padeceu em escola e ficou anos calada, e está deteminada a esconder isso o resto da vida, ai é mais dificil. Porque o principal é a gente querer...querer mudar mesmo isso, mudar o rumo dessa história. Ser infeliz na escola não significa que o resto da vida será um tormento. Hoje tenho lembranças? Até tenho, mas não de tudo, e não de tanta coisa quanto nos meus 16,17 anos. Mas quando me vem algo daquele tempo na cabeça o que faço, ao invés de pensar "droga, não deviam ter feito isso comigo", penso "que bom que estou aqui". O que quero dizer é que podemos trabalhar com essas lembranças de forma que elas parem de nos machucar - o que não é fácil, mas é bem possível! =]

M- MACHUCADOS: A primeira ferida ocorre por dentro, na alma, na auto-estima. Algumas pessoas transferem essas feridas para machucados físicos: se cortam para "aliviar a dor". Como se com uma dor fisica pudessem esquecer,mesmo que por um momento, do sofrimento da alma. Gente, isso não ajuda em nada...ainda deixa cicatriz, um horror. Não vale a pena. Quando você sentir que quer se cortar, ao inves disso coloque no papel esse sentimento...escrevendo, rabiscando, e jogue fora. Nem preciso dizer que se chegaram nesse ponto tá mais do que na hora de pedir ajuda,né? E um alerta p/ todos isso...as vezes você vê seu amigo com uns cortes estranhos? Ele anda mais calado e tal? Sinais de alertaaaaaaaaaa! Altas doses de ombro amigo, gente! Isso salva vidas!

N- NOÇÃO: Noção de responsabilidade, do perigo que pode ser colocar um apelido maldoso, bater, perseguir um colega todo santo dia. Noção de que vivemos em sociedade e todo mundo merece seu espaço, que ninguém é mais que ninguém. As pessoas as vezes agem na onda, sem pensar...e acabam tomando atitudes completamente sem noção. E essa falta de noção as vezes resulta em coisas bem graves.

O- OMBRO AMIGO: É o que pode literalmente salvar os chamados "casos perdidos", jovens e adultos que se sentem perdidos e não enxergam mais razões para continuar vivendo. Ao invés de deixar o colega de lado, sozinho, converse com ele! Tenho certeza que se surpreenderão e formarão uma amizade sincera que durará talvez pela vida inteira.

P- PREVENÇÃO: As escolas não precisam esperar acontecer, esperar um pai vir reclamar para a diretora para tomarem atitudes. A melhor forma de combater o bullying é prevenindo que o mesmo aconteça. E como se faz isso? Informando. E não é informando só os alunos, não! Informando também professores, funcionários em geral, pais, comunidade...motivando esse pessoal todo a cuidar mais as atitudes.

Q- QUANTIDADE x QUALIDADE: Em escola rola muito isso: alguns alunos preferem ter muitos amigos a terem poucas amizades. A qualidade vai pro espaço nessa hora, como se quantidade garantisse status. Bom, um dia a escola acaba e a máscara cai, e essa galera vê que não tinha amigos de verdade. Quem sabe não está na hora de mudar esse conceito?

R- RISOS: As gargalhadas ouvidas repetidamente dia após dia destróem qualquer restinho de auto-estima que a pessoa tenta manter. Eu sei bem que a turma ri junto por medo, e que não defendem o colega p/ não se tornarem alvos de humilhações também. Mas gente, acordem. Esses risos podem ter um preço muito alto na vida desse colega. Ele é tão importante quanto você, mesmo que não lhe seja dado o devido valor. Você não gostaria de ser recebido na escola com gargalhadas, certo? Simples: se não gosta, não faça.

S- SILÊNCIO: Silêncio é o veneno que a maioria dos alvos de bullying compartilham. Por medo e vergonha ficamos calados. Não reagimos na escola e nem contamos em casa. Ninguém é de ferro e engolir tanto sofrimento não faz bem. Vergonha, como sempre digo, é a escola deixar acontecer. É uma barra muito pesada enfrentar isso zonho. Peça ajuda, se abra! O silêncio só prolonga a dor.

T- TRATAMENTO: Em casos mais sérios não basta apenas o apoio da familia. O que eu recomendo (e é opinião bem particular mesmo) é tentar primeiro a combinação de 2 coisas: terapia com psicólogo e algum curso fora da escola (música, desenho, teatro,etc). Mas ainda antes desse curso frequentar um tempo a terapia. E só de último caso, caso o psicólogo ache necessário, procurar ajuda com psiquiatra. Talvez diga isso por ter padecido no tratamento, mas a verdade, eu sempre digo isso, remédios não mudam nossa forma de pensar. Podem até acalmar os ânimos, mas não afastam os pensamentos ruins. Por isso acho uma boa terapia bem mais eficiente.

U- UNIÃO: Isso mesmoooo..união é importantíssimo! União entre os colegas da turma, entre colegas e professores, entre professores e pais, e por ai vai. Não adianta só uma professora querer trabalhar o bullying se os outros não estão nem ai e os pais nem sonham que a palavra bullying existe. E destaco aqui ainda a união entre vocês, estudantes...vocês podem mais do que imaginam. Ao invés de se acomodar, rir da desgraça alheia, se unam para mudar isso!

V- VERGONHA: Um dos motivos do pessoal não pedir ajuda é a vergonha. A situação na escola é um constrangimento, mas você não deve se envergonhar disso. Não é sua culpa. Com essa vergonha você só vai aumentar o silêncio,e ele a dor. Bora quebrar esse ciclo medonho,gente!E vergonha é a escola ver isso rolar e deixar, fingir que nada acontece. Como sempre digo, se não tiverem coragem de contar em casa, peçam ajuda de um amigo ou outro parente, mas os pais precisam saber...até psicóloga nessa hora é uma boa pedida! E se você agrediu um colega e se envergonha do que fez, olha, seu maior ato de caráter seria pedir desculpas. Se acha que não consegue, vá aos poucos tentando se aproximar desse colega, ou pelo menos passa a tratá-lo melhor.

X- Xiiiiiii, pra essa letra faltou!ehhehehe

Z- ZOAÇÃO: Bom, zoação tem dois sentidos. Um é a zoação entre amigos, pessoal brincando um monte, todos se divertindo e tal. Muito saudável isso, sem problemas! Tem gente que considera bullying uma forma de zoação. Diria que uma zoação exagerada do mal. Faz sentido...só que esse tipo de "zoação" na verdade é uma "maldição" para quem é alvo. Brincar...frase que vivo repetindo essa,hein...brincar é quando todo mundo ri. Basta um não dar risada, se prejudicar com isso, p/ ser bullying.



- Postado por: Dani Vuoto às 21h04
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ATENTADOS ESCOLARES: SERÁ QUE ESTAMOS DISCUTINDO A COISA CERTA?

(postagem original: 25/02/2008)

Olá!Tudo bem com vocês?
Estou com alguns probleminhas técnicos no computador, por isso não estou conseguindo postar seguido.
Mas estou aqui!ehhehehee

Hoje para falar de algo especialmente sério: os atentados escolares.

E por que resolvi falar disso agora?
Não, não houve nenhum incidente assim noticiado hoje...e espero que nem tenha!

Eu estava assistindo um documentário que passou no GNT sobre Michael Moore.
Que o carinha americano é polêmico todo mundo sabe - principalmente sobre sua luta contra Bush.

Bom, ele fez um filme/documentário chamado "Bowling for Columbine", que eu ainda não assisti, mas vi que tem disponível online e assistirei assim que for possível. Ganhou Oscar e tudo!

Pelo que vi no programa o documentário fala muito da ligação entre o que ocorreu em Columbine e a venda facilitada das armas.

E quem prestar bem atenção nos noticiários americanos...e sim, também do Brasil, verão que realmente essa questão sempre aparece diante dos novos atentados.

"O governo irá debater a questão das armas".

Ai vem o tal do concordo e discordo.

O concordo seria por algo lógico: sem armas, não teriam os tiros que mataram as pessoas.
Mas será que não é mais importante (ou tão importante quanto) debater o que motivou a compra dessas armas e o atentado em si?
Perdem oportunidades de ouro, que poderiam esclarecer muitos estudantes.

O que aconteceu: bom, atentados assim já ocorrem faz tempo.
Mas Columbine foi o que marcou. Marcou porque os autores filmavam tudo, porque escreviam na internet, deixaram papéis com recados p/ a "nação".

Fato é que o que fizeram obviamente não é certo, e sofrer bullying não é justificativa de sair matando geral por "vingança".
Fato também que os dois estavam bem perturbados da cabeça p/ chegar a isso.
E fato maior ainda: a mídia não pensou nos riscos de divulgar tudo que eles pensavam.
Então se tornaram uma espécie de "heróis" dos que sofrem e sentem raiva disso.

No caso recente do universitário coreano...pensem bem, ele gravou um depoimento e enviou p/ uma grande emissora.
Ele tinha tudo planejado...ele sabia que a mídia daria ouvidos.
E sabia que com isso teria sua grande vingança: seu ato sendo copiado e divulgado.

O que quero dizer aqui é que se pretendiam mostrar esses depoimentos, o que os autores dessas matanças pensavam, deveriam também, ao mesmo tempo, promover um baita debate sobre isso.

Debater por A+B por que o bullying machuca tanto, por que as escolas precisam trabalhar sério na prevenção, e mostrar para os estudantes que se sentem dor, raiva, não precisam copiar esses atos.

Tem saída...outra saída, que não é morte. Não é matar ou se matar.

E só p/ deixar bem claro aqui o que vivo repetindo: se você não aguenta mais, ao invés de engolir, guardar esse sentimento p/ si e bolar planos malucos de vingança, fale p/ alguém, se abra.
Procure ajuda enquanto ainda é tempo.

Essas matanças nunca "resolveram" o problema, e nunca resolverão.
E sabem pq? Porque não se resolve violência com mais violência.

PS: Falei sério hoje, hein!ehhehehee



- Postado por: Dani Vuoto às 20h54
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TROTES UNIVERSITÁRIOS (postagem original:09/02/2010)

Olá, pessoal! Tudo bem com vocês?
Estava bordando minha luva de lantejoulas (sim, Michael) com a televisão sintonizada na globo, no Jornal Hoje.
Curto esse jornal,sabe? Não é aquela coisa "só tragédia"!
Enfim, como estava bordando eu mais ouvi do que assisti, e estavam falando sobre os trotes universitários, onde uma faculdade estava convidando os pais dos alunos a irem com seus filhos. Isso seria como uma medida de segurança, evitando os abusos e trotes violentos.

Não lembro se durante a matéria ou em conversa com a especialista convidada foi dito algo parecido (não digo exatamente por não lembrar com exatidão as palavras) com: "os estudantes sonham com esse dia, querem passar por um ritual".

Eu entendi o que ela quis dizer, se referindo a um ritual descontraído, não violento.
Mesmo assim, olha, eu preciso discordar.
Sinceramente, eu nunca quis passar por trote nenhum. Até porque muitas vezes a brincadeira acaba indo longe demais e ai acontecem os abusos relatados nos noticiários.

Nem sempre os trotes são violentos,claro. Porém muitos são, isso não dá para negar.
Quantos jovens já foram queimados, hospitalizados...alguns até faleceram.

Esses trotes não tem utilidade, parecem um atraso, algo que já deveria ter sido extinto. Unir calouros e veteranos, creio que isso acontece ao longo do ano, não em um dia.

Algumas universidades adotam o que considero a melhor medida: o trote solidário, doando material escolar, alimento, etc.

Algo a se pensar,né?
Com certeza bem melhor que fazer calouros se entupirem de álcool para carro, cigarros e sabe-se lá o que mais.



- Postado por: Dani Vuoto às 15h16
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SUA VIDA É MAIOR QUE O PASSADO GUARDADO NA CAIXA DE BILHETES




Mesmo com toda tecnologia existe uma forma de comunicação durante as aulas que é clássica: os bilhetinhos! Pesadelo das professoras (isso estressa mesmo), e festa principalmente das alunas!
É natural, isso faz parte da escola, dessa fase da vida.

E eu colecionava os bilhetinhos trocados na aula, guardava também as cartas que recebia das amigas.
Não, eu não sou tão velha!
O correio ainda existe, não vivemos só de e-mail, orkut, msn, twitter e afins =]

A alegria de receber uma carta em casa é muito maior do que receber um e-mail, porque a carta você prepara com todo carinho, seleciona as canetas, os desenhos, fotos...é uma trabalheira prazerosa!

E o bullying com isso?
Como disse, nem ando me aprofundando muito nesse mundo do bullying.

Mas é o seguinte: o tempo passa, aquelas amigas que você trocava os bilhetes de repente já não são mais tão amigas assim ou simplesmente foram "deletadas" da sua vida.

Então aquela caixa cheia de bilhetes que deveria significar boas lembranças acaba se tornando uma forma de criar tristeza, revolta.
Tristeza pelas amizades que não existem mais, revolta pelas injustiças cometidas por pessoas que antes confiara.

Sabe o que aconteceu com minha caixa de bilhetes e cartas do tempo de escola?
Lixo! E tem tempo isso!

Por mais que aqueles bilhetes tenham me feito feliz por um tempo, as lembranças ruins acabaram tendo um peso maior. E para que ficar mantendo algo que gera infelicidade?

O tempo passa e talvez você nunca mais reveja tais colegas, ou reate a amizade.
Na verdade mesmo voltando a serem amigos vocês não dariam continuidade a história antiga: para dar certo, precisariam construir uma amizade nova, do zero.

Nossa cabeça já guarda tanta informação armazenada, podem ter certeza: essa caixa de bilhetes indo embora não trará dano algum. Justamente o contrário: uma sensação de estar jogando fora muita coisa ruim junto com os papéis rasgados.

Esse é meu conselho para quem ainda tem a tal caixa escondida no armário!
Não precisamos de bilhetes para sabermos quem somos, o que vivemos, mas precisamos nos libertar para tocar a vida adiante.

Força para todos vocês!



- Postado por: Dani Vuoto às 15h11
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DEPOIMENTO: Jerri Dias

Vocês conhecem o Jerri Dias? Pessoal adolescente provavelmente conhece! É, o da coluna da Capricho!
Pois então! Ele fez um post muito legal sobre bullying, e sei que vocês vão se identificar com o texto dele. Segue abaixo:

BULLYING - QUANDO A ADOLESCÊNCIA É VIOLENTA (JERRI DIAS)
“Para que o Mal vença, basta que os homens de bem fiquem de braços cruzados.”
Edmund Burke (1729-1797), estadista britânico.

UMA PEQUENA SUGESTÃO QUE PODE TE AJUDAR MUITO

Como sei que a maioria das pessoas que acessa esse site são adolescentes, vou pedir à vocês que depois de lerem essa coluna, se gostarem, convidem seus pais, tios e avós para lerem também.


O BULLYING

Você sabia que na maioria das penitenciárias do mundo, o que vale é a Lei do mais Forte e a Lei do Silêncio?! Assim, violências, roubos e abusos cometidos entre os presos, ficam só entre eles. Muitas vezes os guardas e até o diretor da prisão sabem dos crimes cometidos contra outros presos dentro da prisão, mas na maioria das vezes preferem fazer vista grossa. Geralmente alguém tem ir para o hospital ou morrer para que eles tomem alguma atitude de verdade.


e isso lembra a situação de muitas escolas brasileiras (e do mundo também), é porque durante muitas décadas as pessoas preferiram fazer vista grossa com o bullying, expressão americana que define as agressões físicas, morais e psicológicas feitas à vitíma(s) geralmente indefesas por parte de uma ou mais pessoas sem um motivo aparente.

Por isso, se você é ou já foi vítima freqüente de agressões, intimidações, comentários maldosos, fofocas e apelidos grosseiros que te deixam chateado, triste e deprimido, está na hora de dar um basta nisso tudo pra que você possa ter uma adolescência livre desse mal. E isso vale pra todo mundo, meninos, meninas, homens e mulheres.


Assim como o estupro contra a mulher era encarado com uma certa condescendência pela lei até poucas décadas atrás, o bullying, até poucos anos atrás, era encarado como algo normal dentro de uma escola e muitos pais achavam que seus filhos e filhas tinham que aprender a se defender sozinhos. Não que esse desamparo fosse algo proposital que os pais fizessem com seus filhos, mas como eles viram ou passaram por isso quando estavam na escola, eles acreditam que é normal que seus filhos passem por isso também.

Infelizmente, com o aumento crescente da violência e com algumas crianças e adolescentes trazendo facas e armas para a sala de aula, o bullying às vezes deixa de ser apenas um problema escolar para se tornar um caso de polícia.


Claro que casos como esses são ainda esporádicos e eu realmente espero que com essa nova consciência anti-bullying que está crescendo, as atitudes violentas regridam a um patamar mais aceitável. Mas esse tipo de atitude depende mais dos pais e dos alunos do que de ações governamentais, que geralmente fazem muita propaganda mal-elaborada e que não atinge seu público alvo.


EU, VÍTIMA E TESTEMUNHA DE BULLYING

Como muitos, eu também sofri bullying na escola. Tímido e franzino, eu, junto com alguns outros nas escolas que frequentei, éramos vítimas de puxões de cabelo, empurrões, ameaças, chutes e outras humilhações. O mais irônico disso é que só sofri bullying em escolas particulares. Estudei até a 3ª série em escola pública e fiz o Ensino Médio em escola pública, e apesar de existirem bullies (valentões) por lá, raramente presenciei um agressão. E além de irônico, chega a ser uma piada de mau gosto que nessasduas escolas religiosas e particulares e caras de Porto Alegre o bullying corria solto. Uma era o N.S.L.(gerenciada por freiras) e a outra a E.A.C.S.


Sofri bullying e muitas vezes tive vontade de chorar por causa disso, mas por sorte, nunca fui machucado seriamente e a única coisa roubada que tive foi um chocolate que havia trazido de casa. Mas diversas vezes vi coisas horríveis acontecendo e não tive coragem de falar nada, assim como todos os meus outros colegas. E me lembro de uma cena particularmente absurda e violenta onde estávamos todos de pé, uns 20 alunos, com o professor de Educação Física falando algo e atrás de mim, havia três colegas: um deles, Adriano, segurava um garoto e o outro o maior e mais forte, de nome Marco, lhe socava o rosto. Todos bem quietos pro professor não escutar. Lembrando disso hoje, eu fico pensando que o professor tinha que ser muito burro ou simplesmente fingia que não estava vendo aquilo. Como sei por experiência própria que adultos são mais espertos que adolescentes, acredito que o professor simplesmente se omitiu e deixou o pobre garoto apanhar.


Um dos motivos pelos quais eu não apanhei de verdade no N.S.L. é que eu era o melhor amigo do Fábio, irmão do bullie Adriano, que era amigo do bullie Marco e muitas vezes fui poupado por causa disso. Mas às vezes isso não era suficiente...


No A., havia pelos menos 7 bullies distribuídos entre a 6ª e a 8ª série. Eu estava na 7ª série e nessa série havia 4 bullies com idade entre 15 e 16 anos. Eu tinha 13 anos. Novo no colégio, eles logo vieram pra cima de mim. É claro que com a minha cara de nerd e com 13 anos, eu seria vítima deles. Nesse ano eu acabei repetindo, o que por um lado me deixou feliz, pois aí eu só corria o risco de topar com eles no intervalo e da 6ª série só veio um bullie. E quando ele estava sozinho, ele não representava risco algum.


Claro que eu não era a única vítima deles, havia várias outras e do Adventista guardo muitas memórias ruins de bullying e do descaso da escola. Uma vez, todos os grandalhões da escola, cerca de 15, uniram-se e fomaram uma espécie uma vassoura humana, que basicamente consistia em correr abraçado e atropelar todo mundo que estivesse no caminho. Fizeram isso várias vezes seguidas no pátio da escola e nenhum professor veio parar ou impedir eles! Outra coisa que vi e que me recordo como uma das cenas mais patéticas da minha vida, é que eu tinha dois colegas que serviam de “escravos” do troglodita Luciano, o maior e mais velho dos bullies. Eles ficavam em volta dele, fazendo pequenos favores e puxando o saco dele pra não entrar na lista de vítimas, mas o mais triste era que volta e meia ele os castigava com cascudos e beliscões porque eles não haviam feito algo direito.


O que me salvou de apanhar de verdade e sofrer mais humilhações, era os meus poucos e bons amigos que tive nessas escolas. Como bullies geralmente são covardes, eles preferem te pegar sozinho, então uma das dicas básicas é que você evite andar sozinho na escola para não dar essa chance à eles. Sempre é bom ter uma testemunha junto, em caso de agressão ou humilhação.


Às vezes uma mera reação mais forte basta para afastar os bullies mais covardes. Às vezes gritar com ele ou simplesmente bater de volta basta para que o bullying pare, mas isso não é uma regra e nem todo bullie é covarde. Uma vez um dos bullies me bateu no braço quando cruzei sozinho com ele pelo corredor da escola e, não sei o que deu em mim, virei o braço e acertei ele no ombro. Eu continuei andando e ele também. Virei a cabeça pra trás pra ver se ele não vinha atrás de mim e ele estava se afastando, olhando pra mim. Mas não havia ameaça em seu rosto, talvez alguma surpresa. Cá pra nós, eu acho que dei sorte que estávamos só nós dois no corredor. Se houvesse mais pessoas ele talvez se sentisse humilhado por ter levado um soco de um garoto menor do que ele e teria me chamado pra briga. E aí eu não teria tanta sorte... Mas o bom é que depois disso o cretino nunca mais me incomodou.

Mas como eu disse, este era apenas um dos bullies do A...


EU, BULLIE

E como eu não sou nenhum santo, eu também acabei cometendo bullying indo na onda de outros colegas. Quando cheguei no A., havia duas irmãs na minha sala. Uma delas usava óculos de fundo de garrafa e não era muito bonita na época e quando cheguei, ela já tinha um apelido chato. Infelizmente, um dos amigos que fiz na sala gostava de pegar no pé dela e às vezes eu ia na carona e junto com mais dois ou três meninos, ás vezes fazíamos roda ao redor dela e da irmã e começávamos a debochar dela. A meu favor só posso fizer que sempre fizemos isso às vistas de todos, tipo, nunca foi uma coisa realmente ameaçadora, até porque ela corria atrás de nós tentando nos bater. E nunca vi ninguém encostar um dedo nela, mas ela às vezes nos acertava. Na minha cabeça, isso era só uma brincadeira. De qualquer forma, não lembro disso ter durado muito e na época eu já tinha noção de que isso não era legal, mas como disse, fui na onda. Assim, logo parei de fazer isso, mas ainda hoje me incomoda o fato de não saber o quanto isso pode ter afetado ou não a auto-estima da Simone.


Eu encontrei ela anos mais tarde no ônibus e peguei seu telefone pra convidar ela para sair. Sim, ela tinha virado uma bela mulher. Eu fiquei feliz com isso e pensei, que se ela aceitasse meu convite, eu teria minha chance de pedir desculpas pra ela por aquele bullying idiota e estúpido no colégio. Infelizmente ela não quis sair comigo, o que por uma lado foi bem-feito pra mim, que até hoje continuo com remorso pelo que fiz. Foi a única perseguição que fiz contra alguém mais fraco do que eu em toda a minha vida...


É por isso que vai ter que ficar aqui o meu pedido de desculpas, do fundo da minha alma, para a Simone, que esteja onde estiver, espero que esteja tendo uma vida ainda mais feliz do que a minha, que acredito que ela totalmente merece.


O QUE FAZER?


O bullying acontece por muitos motivos e tem diversas caras e isso tudo e como podem se defender e encontrar pessoas pra partilhares suas experiências, medos e pedir ajuda, está nos links que coloquei abaixo.

São sites, filmes e livros que podem te ajudar a entender melhor esta situação que você ou seu colega podem estar enfrentando no colégio, mas que todo mundo acha normal ou engraçado enquanto ninguém vai parar na polícia, no hospital ou no necrotério.

Mas ainda assim, eu quero dar algumas dicas que vi pouca gente dar, mas que eu acho que pode ajudar.


Em primeiro lugar, se você achar ou tiver certeza de que alguém está sofrendo bullying, fale com seus pais, com um professor que você confie ou mesmo envie uma denúncia anônima para a escola. Só não esqueça de dar todos os detalhes que puder, o que viu e quem foi a vítima e quem foi o agressor.


É somente rompendo a Lei do Silêncio, a mesma que vigora em penitenciárias, é que os culpados podem ser punidos, afastados e tratados, quando for o caso. Lembre-se, o(s) bullie(s) que você pode achar engraçado ver maltratando um(a) colega hoje, amanhã podem vir pra cima de você ou de seus amigos(as).


Outra coisa que você pode fazer é denunciar vídeos de bullying ou brigas no You Tube e comunidades do Orkut. As denúncia são sempre anônimas e ninguém saberá que foi você que denunciou o vídeo ou comunidade como violenta. Deixar que vídeos e comunidades do tipo proliferem na internet, só aumenta a confiança dos bullies de que eles nunca serão punidos. E isso é algo que eles acabam levando pra vida adulta e podem continuar a fazer isso na faculdade com trotes violentos, no casamento, com seus filhos, no escritório e em qualquer outro lugar onde ninguém faça nada para impedi-los. E alguns podem até mesmo virar criminosos.


Você também pode ir ao Grêmio Estudantil de sua escola e pedir ajuda deles e dos professores para uma campanha anti-bullying.

Mas digamos que por um motivo ou outro, nada disso aconteça e você ou alguém que você conhece continue sofrendo bullying.

No mundo adulto, se uma pessoa sofre uma agressão, calúnia ou assédio moral, ela pode processar quem quer que tenha feito isso. Está mais do que na hora das vítimas adolescentes de bullying começarem a usar a lei a seu favor, assim como os adultos a usam.


Se você estuda em colégio particular, você pode falar com seus pais e contratar um advogado para processar a escola, os pais do(s) bullie(s) e até mesmo um(a) professor(a) omisso(a). Com isso, todos são afetados pelo bullying e alguma coisa será efetivamente feita para acabar com ele. Infelizmente nesse país, algumas instituições só tomam atitudes quando dói no bolso...


Já se você estuda em um colégio público, o buraco é bem mais embaixo e dada a realidade desse país, medidas processuais podem não ser a melhor saída. Claro, existem colégios e colégios na rede pública. Alguns quase tão bons quanto escolas particulares, mas outros tem graves problemas com gangues e traficantes. Ainda assim, existem diversas outras opções para buscar ajuda para acabar ou minimizar o bullying nos sites abaixo.


VOCÊ É UM(A) BULLIE?

Você já parou pra pensar que aquelas piadinhas, humilhações e pequenas agressões que você faz toda hora com seus colegas podem estar fazendo um mal muito pior à ele(a) do que você imagina?! Tente, por um minuto, colocar-se no lugar dele ou dela e ver se você gostaria disso que você faz com ele ou ela. Se você tiver essa capacidade de empatia (colocar-se no lugar do outro), você ainda pode reverter essa situação e até ser um bom amigo(a) dessa pessoa que agora é sua vítima e ter boas chances de uma vida mais tranqüila e feliz quando for adulto(a).


Se você acha que é difícil controlar seu impulso para a hostilidade e a violência para com colegas seus, procure ajuda com seus pais, familiares ou professores que você confie. Eles podem te ajudar a ser uma pessoa melhor.


Mas se você acha que ficar pegando no pé de uma pessoa, humilhá-la ou agredi-la é normal e bacana e não pretende parar, saiba que o bullying pode se tornar crime em breve no código penal brasileiro. Os trotes violentos na faculdade já estão sendo criminalizados e é uma questão de tempo para que isso ocorra nas escolas. E mesmo que isso ainda demore anos para acontecer, processar bullies é algo que está crescendo e que se você continuar com isso você pode acabar se dando muito mal.

Eu espero sinceramente, para o bem de todos nós e seu, que você opte pela primeira opção.

Porque muitos bullies quando crescem viram esses homens e mulheres aparentemente normais que acabam cometendo crimes violentos contra desconhecidos no trânsito, no trabalho e contra a própria família. Não queira ser um desses. Ninguém ganha nada com isso. Nem suas vítimas e nem você.

PAZ!

* Não deixem de conferir o post na íntegra no blog do Jerri Dias (com dicas de sites e filmes sobre bullying) :

http://jerridias.blogspot.com/2009_0 4_01_archive.html



- Postado por: Dani Vuoto às 15h08
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NEURALGIA DO TRIGÊMEO

Estou cada vez mais ausente do blog, e acho justo explicar o motivo. Por conta de alguns problemas de stress + herança genética desenvolvi um "problema técnico" - é, dei defeito!hehehe.  Após investigação médica, eis o diágnóstico: neuralgia do trigêmeo.

Que é isso???

Bom, como sempre fiz aqui, vou tentar explicar da maneira mais tranquila possível.

Nosso rosto tem um nervo chamado trigêmeo. Temos no lado esquerdo e no lado direito. Ele é chamado de trigêmeo porque sua localização se "espalha" por 3 pontos, como mostra na figura abaixo:



*Ilustração do site:
http://clinicaverri.blogspot.com/200 8/09/o-que-neuralgia-ou-nevralgia-do-tri gmio.html
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Neuralgia = dor no nervo
Trigêmeo = nome do nervo

É um problema crônico, raríssimo em pessoas com menos de 40 anos, e nada light.

Não é uma dor qualquer, é uma dor forte e incapacitante em alguns momentos, vento e cabelo quando encostam desencadeiam choques, e por ai vai. Nas crises, por conta da dor, o rosto "trava".

No meu caso são choques fortes em todo lado esquerdo do rosto. O tratamento disponível é um remédio forte, e stress sem dúvida não contribui em nada para a melhora.

Então...

Nesse momento não estou podendo dar ao blog a atenção necessária, e muito menos aos e-mails.
Vocês não merecem uma atenção meia boca.


Agora que está tudo claro espero que compreendam =]



- Postado por: Dani Vuoto às 15h02
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DICAS DE LIVROS E SERIADO

Oi, pessoal! Tudo bem com vocês?
Resolvi passar p/ vocês algumas dicas de livros (e de um seriado) que podem ajudá-los!
São todos livros que li mesmo, recomendo porque aprovei de verdade =]

1)TODOS CONTRA DANTE
* Autor: Luís Dill
* Editora: Companhia das Letras



Conheci esse livros através da editora Companhia das Letras, que entrou em contato comigo e gentilmente enviou um exemplar.

O livro é baseado em uma história real (trágica, relatada no final), e fala principalmente sobre cyberbullying (também sobre bullying escolar, mas o foco maior é no cyberbullying).
É um assunto muito sério, e o livro traz justamente essa consciência p/ quem o lê.

Professores e professoras de plantão: esse livro é uma boa pedida p/ trabalhar com alunos pré-adolescentes e adolescentes! Tema atual, sério, e que tem tudo a ver com a realidade dessa garotada.
Faz refletir mesmo!

2)SE O COLÉGIO É UM JOGO, ESTAS SÃO AS REGRAS A VIOLAR
* Autora: Chérie Carter Scott
* Editora: Rocco



Ganhei esse livro como prêmio no Jornal Jovem, ó que coisa boa!
A Sônia me enviou uma lista de livros p/ escolher, e esse me "chamou"!ehehhe

Simplesmente amei!!!
Escrito numa linguagem super tranquila (nada de "falar difícil"), ele mostra histórias reais, frases de artistas, além de dicas e conselhos práticos não apenas para conviver melhor na escola, como também para lidar com a família, amigos e o principal: consigo mesmo.

Pais, mães: ótimo livro p/ presentear seus filhos pré-adolescentes e adolescentes!
E para ser bem sincera, acredito que esse livro pode ajudar bastante os adultos que ainda carregam traumas de escola.

É o tipo de leitura que quando você começa não larga até acabar!

3)CINDERELA DE SAIA JUSTA

* Autora: Chris Linnares
* Editora: Ed. Gente



Tenho esse livro faz tempo! Um dos meus favoritos!

É uma leitura destinada ao público adulto - mulherada principalmente vai adorar, mas nada impede que homens leiam também, né? (ok, talvez o orgulho masculino seja um problema, mas ai o "é para presente" sempre é uma saída!ehehehe).

Uma história deliciosa, escrita com humor, e que ao mesmo tempo faz a gente pensar sobre coisas muito sérias: a forma de encarar a vida, a importância de nossas escolhas, de como nosso modo de agir/pensar nos afeta.
Extremamente recomendado =]

E A DICA DE SERIADO?

Tem um seriado que passa na FOX que eu particularmente adoro: One Tree Hill.
Agora estão passando a quinta temporada, a fase adulta dos personagens.

As temporadas anteriores correspondiam a fase adolescente, ao longo do en. médio, tratando de vários assuntos, inclusive sobre bullying e atentado escolar.



Sentimentos, conflitos, sonhos, amizades, amores, alegria, drama...tem tudo isso e um bocado mais!
Muito recomendada =]



- Postado por: Dani Vuoto às 14h56
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BULLYING - EXPLICAÇÃO RESUMIDA:

Segue abaixo uma explicação resumida que fiz sobre bullying, talvez seja útil para vocês:

Bullying é um assunto complicado até para falar com adultos. O próprio fato de o problema ter um nome estrangeiro já dificulta bastante!
A palavra “bullying” deriva de bully . Bully significa "valentão" (quem comete as agressões, humilhações, etc) O bullying é o conjunto de ações desse aluno agressor. Sendo assim, bullying é o que o alvo dessas ações sofre.

Meio confuso isso, mas na prática é bem simples: quando um aluno ou grupo de alunos começa, sem nenhum motivo aparente (sem nenhuma provocação, nada que justifique) a agredir repetidamente outro aluno ou grupo de alunos. Ou seja: é uma forma de violência escolar!

Essas agressões podem ser físicas (chutes, socos, empurrões etc), psicológicas (rumores, ameaças, apelidos maldosos, exclusão), e em alguns casos até mesmo sexual (apalpamentos, abuso sexual).

Apesar das palavras “bullying” e “brincadeira” começarem com a mesma letra, as semelhanças acabam por ai! Brincadeira é algo saudável, divertido, quando todos os envolvidos acham graça. Bullying é quando a maioria dá risada ou não faz nada para ajudar enquanto um aluno (ou mais) nitidamente se mostra ofendido com a situação.

O aluno que é alvo de bullying tem sua auto-estima destruída, podendo inclusive sofrer depressão, síndrome do pânico, transtornos alimentares, etc. Normalmente esses alunos sofrem calados, o que só aumenta a dor.

E será que quem agride os colegas é mesmo “valentão”?

Bem, uma pessoa feliz não precisa diminuir alguém para se sentir melhor, mais forte, respeitado. Esses alunos são tão (ou até mais) inseguros quanto os outros colegas, mas usam essa falsa valentia como uma máscara. Na verdade também precisam de ajuda.

O resto da turma dá risada de suas ações não por achar graça ou concordar, e sim por medo: medo de defender o colega e virar alvo também.

Sendo assim, quando o bullying acontece a turma inteira, de uma maneira ou de outra, sofre.

É um problema bem complexo, mas que tem saída: com informação correta, olhar atento, conscientização e prevenção constante nas escolas. Simplesmente punir ou fingir que o problema não existe não resolve nada.

O tempo passa, a escola acaba e as lembranças ficam. Nem sempre as lembranças que guardamos dessa época são boas, mas elas não nos definem como pessoa.

Somos muito mais que um apelido depreciativo, que um empurrão na escada.

Prova disso é que estamos aqui, firmes nas nossas convicções, não mudando nossa forma de agir pensando em agradar terceiros.
Como não podemos mudar o passado, pelo menos podemos tentar curar nossas feridas e usar o que aprendemos como forma de ajudar quem precisa.

Hoje sei que o meu silêncio custou caro, que agravei a depressão por não ter pedido ajuda mais cedo. Por isso deixo o alerta: se você sofre ou conhece alguém que está sofrendo bullying na escola, quebre o silêncio e peça ajuda. O silêncio só aumenta a dor.
Sofrer bullying não é motivo de vergonha. Vergonha é essa situação permanecer sem que alguém (escola, família) tome uma atitude.
Uma educação de qualidade é aquela que prepara a criança/ adolescente para a vida, não apenas para passar no vestibular.



- Postado por: Dani Vuoto às 14h41
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Resultado da Enquete

Lembram que tinha uma enquete aqui no blog?
Ela foi encerrada e eis o resultado final:



Como podem ver, os apelidos depreciativos marcaram muita gente.
As agressões físicas foram as menos votadas.

Sendo bem sincera com vocês, eu já esperava esse resultado.

O mais preocupante é que muitas escolas só agem diante de casos com agressões físicas, né?
Quando um aluno reclama do apelido, das "brincadeiras sem graça" feitas pelos colegas, logo dizem "isso é normal, estão brincando com você, tente achar graça".

Essa é uma das posturas mais brutais que uma escola pode ter com um aluno. Já é difícil para ele se abrir, pedir ajuda. Se quando o faz lhe fazem pensar que ele está errado em reclamar (afinal, pelo que dizem ele deveria achar graça), só piora as coisas.

Quem vai achar graça em algo que machuca? Por que ele deve achar isso aceitável se existem brincadeiras que não ferem ninguém?

Às vezes esses apelidos, principalmente quando relacionados a alguma parte do corpo, fazem uma verdadeira lavagem cerebral na pessoa.
Ela cresce se achando uma aberração, e assim que tem idade e dinheiro suficiente para tal procura fazer cirurgias plásticas.

O problema é que não importa quantas intervenções cirurgicas sejam feitas, esse buraco continua. Parece que nunca está bom o suficiente, e que se não for perfeito não será amado.

Sim, estou exemplificando os casos extremos.
Tem gente que nem liga p/ um apelido referente ao peso, nariz, etc.
Outros ficavam chateados na época e hoje superaram.

Mas é importante sim lembrar que nem todos superam, e que isso também é uma agressão.



- Postado por: Dani Vuoto às 14h37
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Nome: Daniele Vuoto

Moro em: Porto Alegre/RS

Minha história: Ih, essa é longa! Vamos para a versão mega resumida: fui alvo de bullying durante vários anos em diferentes escolas.
Como não pedia ajuda isso resultou em uma senhora depressão e outras coisas mais.
Somado ao diagnóstico errado na época essa bola de neve resultou em abandonar os estudos e passar por tratamentos desastrosos (incluindo um tempinho no hospital).
Ou seja: foi feia a coisa!

Mas não se preocupe, esse passado dos horrores foi superado!E como!ehhehe

Me formei em Pedagogia e a vida seguiu e segue tomando outros rumos...ah, e ninguém me abala =]


O No More Bullying "nasceu" em 08/04/2005, quando eu tinha 19 anos e recebi alta dos tratamentos/remédios.

Naquela época só encontrava sites estrangeiros falando de bullying.
A falta de divulgação nacional sobre o tema fez com que criasse um blog para informar as pessoas sobre o assunto, escrevendo sem falar difícil!

A meta era conscientizar, ajudar quem precisasse de apoio, alertar pais, alunos e escolas. Queria que as escolas assumissem a responsabilidade de realizar um trabalho preventivo constante!

Com menos de 3 meses de vida o blog foi descoberto pela revista Capricho, e a partir dai cresceu muito mais do que poderia imaginar!

Foram 5 anos intensos, e sinto que a missão do blog foi cumprida. Nesta nova fase seguirei meu caminho.

Posso não atualizar mais aqui, lidar com e-mails, entrevistas...mas não fechei os olhos para o problema (que ainda acontece e muito), por isso disponibilizo aqui os melhores posts do NMB.






Bullying, ou 'bulling', não é doença: é uma forma de violência escolar.

Essas agressões podem ser físicas (chutes, socos, empurrões etc), psicológicas (rumores, ameaças, apelidos maldosos, exclusão), e em alguns casos até mesmo sexual (apalpamentos, abuso sexual).

São ações repetitivas, onde geralmente utilizam características suas para "justificar" as humilhações/agressões -ex: peso, rendimento escolar, cabelo/nariz, situação financeira da família,etc.
Um problema nem sempre levado a sério, porém com graves conseqüências.

Uma simples brincadeira não acaba em dor, não acaba em morte, em cicatrizes. Portanto bullying NÃO é brincadeira!


Cyberbullying, com o nome sugere, é o bullying virtual.
Alguns exemplos de cyberbullying:

Criar comunidades para humilhar alguém;

Criar sites pessoais ou perfis falsos denegrindo a imagem da pessoa;

Fotomontagens;

Filmar ou fotografar agressões/ situações constrangedoras e postar na internet;

Ameaçar/intimidar por e-mail, MSN e afins.

O QUE FAZER?

Pedir ajuda: assim como no bullying escolar, seu silêncio só prolongará o sofrimento.
Conte para alguém de confiança o que está acontecendo.

Guardar provas e fazer a denúncia: não deletar e-mails, dar print screen da tela, enfim, preservar o maior número possível de provas e registrar em cartório. Levar essas provas p/ a polícia. Em alguns lugares do país já existem delegacias próprias para lidar com crimes virtuais. Se informe na sua região.

Prevenção:
Medidas simples podem evitar grandes transtornos!

- Não autorizar estranhos no seu Orkut, MSN e afins;
- Não disponibilizar muitas fotos na internet;
- Remover o sistema de comentários em blogs e fotologs.

Safernet: Essa ONG atua de uma forma maravilhosa na prevenção de vários crimes online (muitos casos de pedofilia inclusive). No site vocês poderão ler mais informações sobre como se prevenir na rede e como preservar provas. Aqui segue o link:

E aqui  a cartilha SaferDic@s:



Bullying e o mal que causa

Bullying e o mal que causa (versão lenta p/ escolas)

Cyberbullying

+ vídeos no YouTube



É, o blog apareceu em muita coisa! Depois de 30 perdi o controle, mas aqui vão algumas "aparições" do NMB na mídia:




FILMES:

-Bang Bang Você Morreu
-Meninas Malvadas
-Nunca Fui Beijada
-Odd Girl Out



LIVROS:

-Fenômeno Bullying (Cleo Fante)

-Bullying Escolar: perguntas e respostas (Cleo Fante & José Augusto Pedra)

-Resumo de Criminologia (Lélio Braga Calhau)

-Violência e Criminalidade Infanto-Juvenil - Estragégias para a solução e prevenção de conflitos (Guilherme Zanina Schelb)



DOWNLOADS ÚTEIS:

- Cartilha Bullying Não é Brincadeira (MP da Paraíba)

- Diversos downloads sobre bullying disponíveis no Observatório da Infância




03/04/2011 a 09/04/2011
01/08/2010 a 07/08/2010



ABRAPIA

CEMEOBES

Observatório da Infância

Não dá para ficar calado

Nova Criminologia (Site do Lélio)

Observatório da Criminologia (Blog do Lélio)

Programa Proteger

Jornal Jovem

Blog do Jerri Dias

Blog da Ivete

Blog da Mariza

Blog da Roberta

Blog da Thainá

Blog da Rebeca

Columbine (sobre o polêmico atentado escolar)

PAIS ONLINE

Stop Bullying Now (Stan Davis)

Stop Bullying World

Direitos Humanos

Abrapee (Psicologia escolar)

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